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No âmbito do Projecto Educação para a Saúde decorreram várias sessões, nos dias 28 e 29 de Abril, sobre como “Viver com a Epilepsia”, cujo objectivo foi esclarecer sobre a doença e comportamentos em meio escolar. As sessões foram destinadas aos alunos do 7º ano e ministradas pelo Dr. João Pedro Tomaz, do Serviço de Saúde Pública do Centro de Saúde da Lourinhã.

As sessões decorreram com um forte carácter formativo e informativo, levando a um grande dinamismo, pois foram muitas as dúvidas e o desconhecimento de diversos aspectos desta doença.

Famosos com Epilepsia

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Alfred_Nobel

    Napoleão                                                   Alfred Nobel

 …entre Van Gogh, Dante, Socrates,…

O que é a Epilepsia?indice_epilepsia

É uma perturbação do funcionamento do cérebro, que pode ocorrer de uma forma súbita e imprevisível, em geral, de curta duração.

Qualquer pessoa pode sofrer um ataque epiléptico, devido, por exemplo, a choque eléctrico, deficiência em oxigénio, traumatismo craniano, baixa do açúcar no sangue, privação de álcool, abuso da cocaína (1 em cada 20 pessoas têm uma única crise isolada durante a sua vida). As crianças mais pequenas podem ter convulsões quando têm febre; nestes casos, são chamadas “convulsões febris”, mas não representam epilepsia.

Há muitos doentes com Epilepsia?

Existem entre 40.000 a 70.000 epilépticos em Portugal, e todos os dias são diagnosticados novos casos. Cerca de 1/20 pessoas não epilépticas podem ter uma crise convulsiva durante a sua vida.

A Epilepsia é igual em todos os doentes?notas2epilepsia

Durante uma crise, o indivíduo perde contacto com a realidade, regressando ao normal quando esta termina. Por vezes, é acompanhada de perda momentânea da consciência, mas pode também passar completamente despercebida a quem se encontre por perto. Este tipo de crise é frequentemente tomada, por parte do professor ou outros, como falta de atenção ou como abstracção.

20071127191312-eeg-tac-tep-irmComo se faz o diagnóstico de Epilepsia?

O diagnóstico de epilepsia é puramente clínico, faz-se apenas pela descrição das crises ao médico, pelo que é muito importante ter uma descrição pormenorizada destas por quem as observa.

O electroencefalograma (EEG), que é um método para medir a actividade eléctrica do cérebro, pode ser útil para detectar um aumento dessa actividade.

Em alguns casos, apenas para se identificar a doença que pode estar a causar a epilepsia, pode ser necessário recorrer-se a exames de imagem – Tomografia Axial Computorizada (TAC) ou Ressonância Magnética Nuclear.

A Epilepsia é curável?

Muitas formas de epilepsia evoluem espontaneamente para a cura. O tratamento utilizado apenas pretende controlar o maior número possível de crises causando o mínimo de efeitos desagradáveis. A maior parte das vezes é possível um controlo absoluto, desde que os doentes sigam as instruções do seu médico.

Por outro lado o aparecimento constante de novos métodos de tratamento (quer utilizando novos fármacos, quer utilizando os mesmos fármacos de maneira mais eficaz), e, finalmente, o recurso a outros tipos de tratamento, nomeadamente a cirurgia, permitem manter uma esperança de diminuição progressiva do número de doentes não controlados.

O que fazer perante uma crise?

a) Nas convulsões pequenas, sem queda, ou nas crises apenas com perturbação de consciência, deverá:

– Proteger o doente de eventual perigo durante a crise;

– Dar o devido apoio até à recuperação completa da consciência.

b) Nas crises com queda ou convulsão, deverá:

– Manter a calma;

– Evitar que o doente bata com a cabeça, segurando, se necessário;

– Deitar o doente de lado e desapertar-lhe a roupa à volta do pescoço;

– Dar-lhe o devido apoio até recuperação completa de consciência;

– Se a crise demorar mais do que 5 minutos e não conhecer o doente, chame uma ambulância.

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Atenção:

Nunca introduzir qualquer objecto ou os dedos entre os dentes do doente;

Não tentar impedir os movimentos ou transportá-lo para outro lado excepto em situação de perigo;

Não dar de beber.

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Conclusão

Aprendemos que os epilépticos não devem ter uma dieta especial, que podem trabalhar, fazer desporto, estudar e ter filhos.

Ter epilepsia é ter uma doença como as demais, a qual permite, na grande maioria dos casos, e desde que os conselhos do médico sejam cumpridos, levar uma vida completamente normal. Para muitos, é o preconceito que lhes causa problemas e não a epilepsia em si; por isso, deve ter esperança no tratamento e confiança nos médicos e outros profissionais que o tratam e estão prontos para o ajudar. eplepsia

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